MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01C6251B.3A7245B0" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Microsoft Internet Explorer. ------=_NextPart_01C6251B.3A7245B0 Content-Location: file:///C:/9D1C3B53/CF18-19-07-93.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii" CF18

 

CARLOS FOSCOLO

 

 

A NAÇÃO EM DISCUSSÃO - V<= /p>

        &= nbsp;           &nbs= p;  

HABEMUS PLANUM

 

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =        Após longa espera, a fumacinha branca saiu da chaminé do Palácio do Planalto, e da janelinha televisiva &= nbsp; finalmente Sua Excelência anunciou:

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =        -- Habemus Planum!

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =        Pronto. Estava criado o Plano Itamar ou Eliseu, como queiram chamá-lo.  Na realidade, ao contrário = do que se esperava, é muito mais um plano global de governo do que um, meramente, econômico, como era a expectativa geral.  Mas, infelizmente é muit= o mais um plano de intenções do que de ações, o que muito bem revela a insegurança com que o presidente ensaia seus pass= os administrativos.

 

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =        O Plano Itamar enfocou principalmente três áreas:  Agricultura, Social e Econômica.  Vejamos algu= ns aspectos positivos nestas áreas:

   =          <= /p>

O Plano na Agricultura

 

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =        A princípio, parece-nos que a principal beneficiada foi a agricultura, através do adiamento do pagamento das dívidas de financiament= os para dezembro e da destinação de uma verba de US$ 300 milhões para  financiam= entos, sem correção monetária, para a produç&atild= e;o de alimentos básicos e álcool, adotando-se o princípio da equivalência do valor do financiamento pelo preço do produto financiado.  Assim,  se se fizer um financiamento para se plantar feijão, ele será medido em saco= s de feijão.  Na époc= a do pagamento ele se efetuará através do preço do saco de feijão atual.  A moeda = passa a ser a própria produção, livre das oscilações especulativas do mercado financeiro, o que à primeira vista é excelente. &n= bsp; O grande problema, entretanto, é a operacionalizaç&ati= lde;o de tais regras.  É muito longa a distâ= ncia entre os anúncios do governo e a chegada do crédito ou novas regras às agências bancárias do interior!        &= nbsp;  

   =          <= /p>

Na Á= ;rea Social

 = ;

        &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp; A  alimentação escolar,= como já conteceu na área da saúde, sai da esfera federal e passa a ser responsabilidade dos estados e municípios, atravé= s de suas secretarias de sáude, dando-se toda ênfase para os progra= mas preventivos de saúde, inclusive com a volta da distribuição gratuita do leite para os lactentes.

            =             &nb= sp;            =             &nb= sp;         

Na Á= ;rea Econômico-Financeira

 = ;

        &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp; Nesta área, acred= itamos que um dos pontos mais positivos do Plano é a conscientição do próprio governo de que está gastando demais.  Em vista dis= so, foi determinado que as estatais reduzam seus gastos em 10%  -- é preciso ver para crer = -- enquanto se procurará aumentar as receitas públicas, através de uma rigorosa política de arrecadação, independentemente de nova legislação.  A ordem é arrecadar mais impostos, utilizando as ferramentas disponíveis atualmente.  Com isso o Governo espera obter um= superavit em suas contas --- gastará menos do que arrecada  -- o que não acontece agora= .        =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =               &= nbsp;  

Funcionar&= aacute;?

 = ;

        &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp; Não há nen= hum motivo para que o Plano Itamar não funcione, pois ele é extam= ente do mesmo tipo feijão-com-ar= roz pregado pelo ex-ministro Mailson da Nóbrega.  Não tendo nenhuma medida de natureza heterodoxa, dele também não se espera qualquer resul= tado rápido. Os resultados obtidos serão aqueles que viriam de qualquer forma, com ou sem ele. Aliás, é possível que até o final do Governo Itamar tenhamos alguma pequena melhora no qua= dro geral do País, não por causa da eficiência administrati= va do Governo, mas pelo princípio do determinismo econômico ou talvez da a= uto-gerência administrativa:  O País= sabe caminhar sozinho.  O Governo, = quando interfere,  mais atrapalha do = que ajuda.

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =       

   =             &nb= sp;            =         E os zeros continuam!

   =             &nb= sp;            =             &nb= sp;      

ECONOMIA E POLÍTICA

 

   =             &nb= sp;            =          * Dinheiro jogado pelo ralo é a sensação que se tem  depois de realizado o plebiscito d= e 21 de abril.  Os políticos= , que o propuseram ou o viabilizaram, deveriam responder criminal ou civilmente p= or tamanha palhaçada.  Gas= tos milhões de dólares  (fala-se em cerca de 7 trilhões de cruzerios), apuram-se e os votos, e vê-se que a grande maioria do povo nem mesmo pensou em mudança, quer de forma = de governo, quer de sistema.  A república venceu com mais de 66% contra 10% da monarquia.  Por sua vez o presidencialismo venceu o parlamentarismo por  56% contra 24%.  Conclusão:  Ficou tudo como estava antes.  E então?  Se nossos políticos fossem = menos políticos e mais administradores não poderíamos ter um= uso bem mais nobre para todo este dinheiro?&nb= sp;

   =             &nb= sp;            =         *  A quelque chose malheur est bonne.= Sim, a desgraça serve para alguma coisa.   Com a vitória do presidencialismo, o presidente Itamar acordou e se lembrou de que era presidente  --- antes, pensava= que era primeiro-ministro  --- e c= hegou a anunciar publicamente que, em virtude de ter o povo escolhido o presidencialismo ele iria, doravante, agir como tal.  E até editou medidas provisórias!!!   E= speramos que ao acordar para governar, Itamar também acorde outros executivos= que andam dormindo por este Brasil afora.

            =             &nb= sp;          

À S= UA SAÚDE

 

   =             &nb= sp;            =         * Para evitar a rouquidão quebre o hábito de ficar limpa= ndo a garganta todo o tempo.  Para= isso, crie o hábito de tomar pequenos goles d'água através de todo o dia.  Evite ambientes c= heios de fumaça e, certamente, não fume.  Mas se por ventura ficar rouco asp= ire o vapor da chuveiro quente, use um vaporizador enquanto dorme e descanse a voz completamente, pelo menos alguns minutos por dia.  Além disso, faça uso= do gargarejo ou do chá quente para ajudar a relaxar as cordas vocálicas.  São = so conselhos da Academia Americana de Otolaringologia.

   =             &nb= sp;            =        

   =             &nb= sp;            =         * O coração, depois de bombear sangue cerca de 150 bilh&otild= e;es de vezes, começa a perder suas fibras.   Seu envelhecimento atinge su= as válvulas (elas impedem a volta do sangue), que passam a não funcionar bem.  A esta altura,= as artérias já estão endurecidas e obstruídas pelo colesterol, obrigam o coração a um esforço ainda  maior do que durante a juventude.<= span style=3D'mso-spacerun:yes'>  Assim, frequentemente, a consequência de tudo isso costuma ser o infarto, ou seja, um dos músculos do coração não aguenta mais e deixa de funcionar.  A soluç&ati= lde;o então, após o infarto, são as cirurgias para colocação das pontes de safena, ou a angioplastia (um pequeno balão é colocado dentro da artéria obstruída e inflado) ou até mesmo o transplante.  Estas cirurgias são quase s= empre um sucesso em pessoas mais jovens, mas passam a ser arriscadas em pessoas idosas.

             &= nbsp;         

   =             &nb= sp;            =         Hoje já se sabe que, em mulheres, a administração de doses = de estrógeno combate o acúmulo de colesterol nas artérias= , o que previne o infarto.  No ent= anto, a melhor solução preventiva são as dietas pobres em gordura, exercícos aeróbicos regulares para aumentar a capaci= ade de bombeamento do coração.&n= bsp; As caminhadas diárias, que devem ser ininterruptas e d= urar no mínimo 50 minutos, são entretanto insubstituíveis.<= span style=3D'mso-spacerun:yes'>  Elas fortalecem o chamado coração venoso, constituído de pequenas válvulas distribuídas ao longo= das pernas e que ajudam no bombeamento do sangue, diminuindo o esforço do coração.

 

   =             &nb= sp;            =         * Os ossos  quase nunca recebem a devida atenção no que diz respeito à prevenção.  Um d= os maiores problemas que principalmente as mulheres enfrentam, na menopausa= , é a osteoporose.  Os ossos perdem cálcio e ficam mais frágeis e quebradiços.  Aqueles o= ssos que suportam maior esforço, como o fêmur (o osso da coxa) são os que mais sofrem.  Existem dois tipos de osteoporose:  Uma ocorre com a mulheres após a menopausa, cuja causa é a queda na produção do estrógeno, que é tratada c= om a ingestão de doses deste hormônio.  A outra só ocorre mais tard= e, na velhice --- e atinge também os homens ---  e é causada pela falta de absorção de cálcio pelo intestino, e por isso &eac= ute; tratada com  com doses c&aacut= e;lcio diárias e vitamina D, que ajuda a fixar o cálcio no organismo= .

         &= nbsp;             

ESPAÇO RURAL

 =

            =             &nb= sp;           * A utilização do preço nacional do produto como indexador dos financiamentos, pode gerar injustiças em virtude das peculiaridades regionais onde o produto é comercializado. 

            =             &nb= sp;            =             &nb= sp;          Com o incentivo à maior produção agrícola o Governo deseja  um aumento significati= vo da oferta de alimentos, que evidentemente não virá a curto prazo= .  Mas quando vier --- se vier, pois depende da operacionalização do Plano ---  os preços deverão es= tar baixos, em virtude da grande oferta.  Como,  entretanto o pag= amento de financiamentos é feito através do preço do produto,  pode parecer que o produtor não teria qualquer problema.  Mas terá.  O financiamento é feito para cobrir as despesas operacionais.  Estas entretanto continuarão altas:  Mão de obra, máquinas, adubos, etc, pois não fo= ram anunciados, de forma clara, incentivos para aquisição desses implementos.            &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp;           &nbs= p;            &= nbsp;

NOTAS

 

   =             &nb= sp;            =         * O Lions Club de Pompéu participou com galhardia da convenção do distrito L-11 que se realizou em Caldas Novas,= no Estado de Goiás, do dia 1 a 4 de abril, obtendo o 3o lugar g= eral .  O desfile, organizado pelo = Lions de Pompéu, teve seu ponto alto com a queima de fogos de artifícos, em frente ao prédio da prefeitura munipal daquela cidade.

   =             &nb= sp;            =          

   =             &nb= sp;            =         * Agradecemos ao radialista Jairo Anatólio Lima, em nome do Dr.Os&oacut= e;rio Abreu, do Prof.Libânio e dos demais componentes da equipe que elabora= o Jornal de Pompéu, os elogios feitos ao jornal.  Lamentamos, prezado Jairo, que a p= artir deste número, como medida de contenção de despesas, já tenhamos retornado ao antigo tamanho --- formato tablóide = --- mas esperamos que continue agradando a leitores como você, o que para todos nós é bastante gratificante.

------=_NextPart_01C6251B.3A7245B0 Content-Location: file:///C:/9D1C3B53/CF18-19-07-93_arquivos/header.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii"





1