-- Nosso Espaço --

por Carlos FOSCOLO

Opinião interagindo com o leitor: Queremos ouvir você!

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Este é um espaço despretensioso. Visa apenas a emitir opiniões, de forma simples e dar esta oportunidade a que as pessoas também o façam, livremente, desde que -- é claro -- aceitem algumas regras imprescindíveis como não usar o anonimato, não usar palavras de baixo calão e não atingir a honra e o nome das pessoas, casos em que deixaremos de publicar as opiniões. O motivo que nos levou a abrir este espaço foi acreditar que grande parte dos problemas brasileiros existem em virtude da omissão do povo, que delega a pessoas, entidades e políticos inescrupulosos e incapazes as decisões que gostariam de tomar e quando se vêem frustrados ou traídos por seus representantes, não têm um espaço para se manifestarem.

 Obrigado por nos visitar e nos prestigiar.

Carlos A. M. Foscolo 

 

Se tiver tempo, veja também alguns artigos que publicamos no Jornal de Pompéu, há alguns anos.

Edição 30/07/06 

 

  LÍBANO:  ENTRE A ESPADA E A ESPADA

       Hoje é mais um dia de grande tristeza para centenas de pessoas no Oriente Médio.  Passei todo este domingo em frente da Televisão, vendo ao vivo, pela CNN, os trabalhos de resgate dos mortos e feridos na cidade de Qana, no Líbano, ou os debates na ONU entre os representantes do Líbano e de Israel, e a opinião de líderes mundiais sobre a inúmeras atrocidades ali ocorridas.

       Em Qana, uma pequena cidade ao sul do Líbano, nada menos que 60 civis, dos quais 37 crianças foram mortos quando aviões israelenses bombardearam um edifício de três andares, de onde, através de fotos de satélites, os israelenses detectaram que os militantes do Hezbollah estavam disparando mísseis katiucha contra a população do norte de Israel. 

       É uma prática comum -- e já foi usada em várias guerras -- que alguns grupos usem os chamados "human shields", ou seja "escudos humanos".  Saddam Husseim usou muito isso para tentar sobreviver aos ataques da força aérea americana.  Como funciona? Geralmente este artifício é usado por um grupo, ou exército, pouco escrupuloso, que coloca suas armas em hospitais, orfanatos, escolas, prédios de apartamentos, de preferência onde haja crianças ou mulheres. A esperança é de que, embora ataquem, não sejam atacados, pois têm inocentes como escudos. É o que afirma Israel com referência ao que aconteceu hoje em Qana: A artilharia do Hezbollah estaria ao lado do prédio de apartamentos!

       O Líbano é o mais culto de todos os países árabes. Sua população é moderna e grande parte da população fala pelo menos duas línguas: O Francês e o árabe. Apesar de árabe, tem também uma população cristã grande -- os maronitas.  No entanto, por ser culto, moderno, e até mesmo chamado de "A Suíça do Oriente Médio", o Líbano nunca se preocupou muito em ter um exército!  Conseqüência:  Espaço vago, espaço ocupado!!! E foi assim que para suprir essa lacuna, aos poucos foi surgindo o Hezbollah, grupo paramilitar, que tudo indica, é financiado, hoje, pelo Irã e pela Síria, tradicionais inimigos dos Estados Unidos e de Israel.  Aos poucos, o Hezbollah foi crescendo e hoje se transformou numa forma quase indomável, contra a qual nem mesmo o governo do Líbano consegue se opor.  A impressão que se tem é de um corpo estranho que cresce dentro de um outro corpo e contra o qual este corpo não tem mais ação! E, esta pequena grande crise pode facilmente se transformar numa guerra de proporções enormes, semelhantes a de uma terceira guerra mundial.

       Esta é hoje a terrível situação do nosso querido Líbano, terra de tantos queridos amigos, como a família Halabi, Nassif, Mattar e outras:  Está hoje entre duas espadas, o Hezbollah e Israel.  Se ficar ao lado de Israel, sofrerá as represálias do Hezbollah.  Se ficar ao lado do Hezbollah -- como atualmente está -- sofrerá as represálias de Israel. Só esperamos que a terra dos cedros trimilenares busque neles a força necessária para superar este momento tão difícil e volte a ser a Suíça do Oriente Médio.

  


Queremos ouvir sua opinião!

 

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EDIÇÃO  DE (Coloque, ao lado, a data desta edição dd/mm/aa ) 

 

OPINIÃO:
 

A OPINIÃO DO LEITOR

quinta, 26 de outubro de 2006, às 21:30:22
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Nome: Emerson Cézar

E-Mail: mersonbadia@yahoo.com.br

Cidade: Belo Horizonte

UF: MG



>>>>>: Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar aos editores a iniciativa
de inserir neste site, artigos que tenham como propósito esclarecer um pouco
mais os acontecimentos que estão ocorrendo no mundo e ao mesmo tempo aguçar
no leitor o interesse pela reflexão.
É muito ruim, perceber que ainda hoje, em pleno séc. XXI, interesses como:
políticos, convicção filosófica, econômicos, sociais e até mesmo
territoriais sejam postos acima do principal direito  humano: o direito à
vida. E é nesse aspecto que o grupo do Hezbollah apela para  que o mundo se
curve. Impotentes no enfrentamento contra grandes e poderosas nações do
globo em determinadas artilharias, esse grupo ao se deparar com sua
fragilidade, usa como apelo o tendão de aquiles do mundo: o respeito, o
direito e a preservação da vida humana.Com isto, percebemos que a arma, o
escudo utilizado produz resistência contra o inimigo, mas não produz sua
rendição. E mesmo assim, quando o ser humano é colocado como escudo o tempo
todo, percebemos que ainda falta muito para o homem reconhecer o direito de
qualquer ser humano tem para viver e continuar vivendo, pois, na visão deles
 as mortes ocorrem em qualquer guerra. E ainda dizem que sentem muito, mas,
se não morressem pessoas, a situação poderia ser pior.

Prezado Emerson,

Agradecemos sua importante e inteligente participação  em nosso Espaço.

Um abraço,

Carlos Foscolo

 

segunda, 31 de julho de 2006, às 15:38:07
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Nome: Vilma G Ferreira

E-Mail: psivilma@uai.combr

Cidade: Sete Lagoas

UF: MG



>>>>>: Caro Carlos, penso que o que move a mente humana, aqui, no Líbano ou
em qualquer outro lugar do mundo é o pensamento individual visando o bem
estar coletivo...Se grupo é a associação de pessoas ligadas para um fim
comum, nao faz sentido que uma única mente defina o futuro de um país, um
Estado, uma nação...Carecemos da uniao dos povos, dos nossos líderes em
colegiado para pensarem a paz coletiva, importante nao so no Líbano, mas em
todo planeta.O individualismo impera em qualquer cultura, com raríssimas
excessões, conferindo um corpo de aço ao egoísmo, cada vez mais
vigoroso...Vamos torcer para que esse insight coletivo ocorra um
dia.Parabéns por seu comentário.Um forte abraço.

Prezada Vilma,

Obrigado por sua brilhante participação e por sua visita à nossa página.

Um abraço,

Carlos Foscolo