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-- Nosso Espaço -- por Carlos FOSCOLO |
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Este é um espaço despretensioso. Visa apenas a emitir opiniões, de forma simples e dar esta oportunidade a que as pessoas também o façam, livremente, desde que -- é claro -- aceitem algumas regras imprescindíveis como não usar o anonimato, não usar palavras de baixo calão e não atingir a honra e o nome das pessoas, casos em que deixaremos de publicar as opiniões. O motivo que nos levou a abrir este espaço foi acreditar que grande parte dos problemas brasileiros existem em virtude da omissão do povo, que delega a pessoas, entidades e políticos inescrupulosos e incapazes as decisões que gostariam de tomar e quando se vêem frustrados ou traídos por seus representantes, não têm um espaço para se manifestarem. Obrigado por nos visitar e nos prestigiar. Carlos A. M. Foscolo
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Edição 06/12/06 |
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Comentando: Ministério Público Estadual quer Salários do Supremo
Ninguém mais do que eu gostaria de ver o Ministério Público elevado ao nível que sempre mereceu. Aliás, quando meu pai era o Promotor de Justiça de Pompéu-MG, nunca entendi porque o promotor devia receber salário equivalente a 90% ao do Juiz, já que -- pelo menos naquele tempo -- corria riscos muito maiores. Os salários -- Ah os salários! -- além de serem ridículos, atrasavam até 4 meses, nos governos de Tancredo Neves, Magalhães Pinto, Israel Pinheiro, e outros "administradores" da época, que hoje são cantados em prosa e verso, mas eram o modelo da ineficácia e da ineficiência -- bons políticos, péssimos administradores!!!. Sim, meros políticos incapazes de bem administrar!!! Naquela época, o Promotor de Justiça era quase um "ranger", ao estilo dos westerns americanos. Quantas vezes tive -- ainda nos meus 20 anos -- de segui-lo à distância, sem que fosse visto, armado com um revólver Rossi 22, que me emprestara meu amigo Gerson Edmundo de Castro, porque eu temia pela vida dele!!! E assim, como uma sombra eu o acompanhava, à distância, inúmeras vezes. Felizmente ele nunca soube que eu estava armado: Apenas minha mãe o sabia, embora não aprovasse!!! Meu pai sempre me dizia -- Não sei até hoje porque -- "Nunca seja juiz nem promotor!", talvez por não querer para mim os mesmos riscos que corria -- Assim, quando me formei há três décadas, pela querida Casa de Afonso Pena (Faculdade de Direito da UFMG), fui ser advogado em Pompéu, felizmente, com algum sucesso (carreira que durou apenas 8 anos, pois logo me entediei) na Comarca que tinha como juiz o Dr.Tomé Lucas Pereira, que era da vizinha cidade de Abaeté. Ele vinha a Pompéu uma vez por semana, geralmente às terças-feiras. Apesar de pouco presente, era um excelente juiz, sempre respeitado por toda a Comunidade Pompeana!! É justo que juízes e promotores sejam muito bem remunerados, não só pela importância de seus cargos, mas sobretudo pelo risco de vida que correm no desempenho de suas funções. É justo que queiram ter os mesmos salários que têm os dos Estados Unidos e outros países de primeiro muito. Só que não podemos nos esquecer de que os de lá, recebem o equivalente a 18 salários mínimos locais, e que este mesmo valor aqui é equivalente a 120 vezes o nosso salário mínimo. Além disso, não podemos nos esquecer de que esses salários pretendidos funcionam como indexadores das remunerações mais baixas de cada um dos segmentos a que pertencem e, por isso, funcionam como indexadores -- às vezes chamados de "cascata" ou "efeito dominó" elevando todos os outros de milhares de funcionários que lhes são subordinados. É imprescindível que nossos juízes e promotores preservem sua imagem de justiça e confiabilidade, principalmente perante a imensa maioria de brasileiros que terão, no próximo mês de maio, seus salários aumentados de R$350,00 para R$372,00 mensais, sem nos esquecer, ainda, das milhares de professoras primárias, espalhadas por este Brasil, que ainda recebem das Prefeituras salários de menos de R$200,00 mensais. Ainda acreditamos que o Ministério Público -- Estadual ou Federal -- seja a última reserva moral, e esperança de defesa dos interesses das Comunidades. Mas há-de-se ter cuidado para não deixá-lo cair no descrédito tão comum às corporações que grassam por esta miserável Nação Brasileira, muitas delas só se interessando por seus interesses particulares. |
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A OPINIÃO DO LEITOR |
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