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Martinho Campos - A nossa Abadia |
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HISTÓRIA
Nos tempos idos de
1.800 a 1.820 o garimpo de
ouro em Pitangui, então
Vila do Infante, as minas
jorravam ouro em profusão,
mas faltava o que comer,
porque não havia nenhuma
produção agrícola .
Todos
queriam ouro e nada mais... Foram
encontrados diversos corpos
, falecidos nos arredores do
garimpo, e junto a eles, um
baú cheio de ouro em pó, e
pepitas .
Dona Luiza Medeiros,
senhora da fazenda Monjolos,
limite com Dores do Indaiá
, sabendo da grande fome que
imperava no afamado garimpo
da Vila do Infante ,
carregou vários carros de
bois com mantimentos,
dirigido por seus escravos,
rumou-se para o garimpo , e
lá chegando , vendeu
rapidamente tudo que levou.
E estas viagens sucederam-se
consecutivamente .
Numa dessas viagens,
os senhores Maximiniano de
Araújo, um pernambucano, e
o português Jerônimo
Vieira, informaram-se
de Dona Luiza , se as
terras de sua região eram
fecundas . Tendo a resposta
positiva, os dois vieram em
sua companhia .
Maximiniano
arranchou-se no Córrego
do Junco, e Jerônimo
Vieira, na barra do Rio Pará
. Começaram logo a
trabalhar , e as duas
fazendas prosperavam e
produziam em abundância .
Como os dois
fazendeiros fossem católicos
fervorosos, desejavam
oferecer a Deus culto em ação
de graças pelos benefícios
recebidos. Resolveram
edificar uma capela onde
fossem celebradas missas .
Maximiniano , queria
construir próximo à sua
fazenda , e o mesmo desejava
Jerônimo Vieira. Para
chegarem a um acordo,
combinaram sair cada um de
sua fazenda,
em hora marcada em
cavalos de marcha igual,
dirigindo-se um para a
fazenda do outro . Onde eles
se encontrassem, seria
edificar a capela . O
encontro se deu onde hoje se
encontra a nova
Matriz .O marco do
encontro foi uma cruz que
ali existiu até a década
de sessenta , depois foi
tirada (acredita-se que é a
que está em frente do cemitério).
O terreno onde se
encontraram, pertencia à
fazenda dos Monjolos, já
visitada pelo Vigário de
Dores do Indaiá, que a
convite de Dona Luiza ,
sempre vinha celebrar missa
ali . Dona Luiza iniciara a
construção de uma
capela em sua propriedade, e
como a construção estava
interrompida , ela doou toda
a madeira preparada aos dois
senhores, para a edificação
do templo que eles
planejavam .
O senhor Jerônimo
Viera achou o lugar do
encontro , parecido com sua
terra natal , onde existia
um Convento de Abades, que
tinha Abadia, que tinha por
padroeira NOSSA SENHORA DA
ABADIA .
Pediu então a seu
companheiro, que
denominassem o lugar de
Abadia, e ele daria a imagem
da padroeira, N.S da Abadia
.
Mandou buscar em
Portugal a imagem linda de
madeira , que está até
hoje no seu trono no Altar
Mor da Matriz , hoje SANTUÁRIO
DE NOSSA SENHORA DA ABADIA.
Dona Luiza doou todas as
terras de campos, onde já
se formava o povoado.
Criando-se o povoado , este
se desenvolveu com rapidez
principalmente quando passou
a contar com a estrada de
ferro, cuja Estação de
Abadia serviria a
localidades próximos de
Patos de Minas, Dores do
Indaiá e Formiga . A
estação de Abadia foi
inaugurada em 1890 e a última
viagem dada por uma "maria
fumaça" (locomotiva
movida a vapor) foi em 14 de
Julho de 64.
O distrito foi criado
com o nome de Abadia do
Pitangui pela lei provincial
N. 911 de 08 de Julho 1858 e
confirmado pela lei estadual
N. 2 de 14 de setembro de
1891.Depois
chamou-se Abadia.
Em 1938 , foi elevado
a categoria de Município
recebendo o nome de Martinho
Campos em homenagem ao
grande estadista que nasceu
em terras da região .
O
município, então, pertencia
à comarca de Pitangui. COMO
ERA
A CIDADE POUCO ANTES
DE SUA EMANCIPAÇÃO, POR
VOLTA DE 1936 Fábrica
de aguardente: Francisco
Lima de Souza Primo . Fabrica
de moveis: Paulo Luiz de
Freitas . Fabrica
de manteiga : Lino Carvalho
& Cia . LTDA Selarias:
Antonio Benedito da
Silva . Sorveteria
e Bar
Maravilha do senhor .
J . Pereira Duarte. Oficinas
mecânica:
João Alvim da costa
. Bilhares:
Bar Maravilha do Senhor de J
. Pereira Duarte. Moinho
de fubá:
Vicente Viana . Cia.
Força e luz Abadiense . Hospedagem:
Novo Hotel Correia
com diárias de 30 cruzeiros
. Farmácias:
“São José”, de João
Batista de Oliveira e “N.S
Auxiliadora” de Dylson
Arruda . Clubes: União Esporte
clube . Cruzeiro E.C.
Ibitirense Atlético Clube, Buriti
Grande E.C., e Ipiranga E.C. Diversões
: Cine Teatro Abadia . Música: Banda de música
“Santa Cecília” e Jazz
Band “Vitória” Cartório
de Paz:
José Pico de
Andrade. Religião:
Católica Igrejas:
Matriz N.S.de Abadia do
Rosário e Capela Santa Cruz. Médico: Dr. João Pinto
de Oliveira . Dentista:
José Antonio de Oliveira ,
Antonio da Silva Couto ,Geraldino
de Carvalho. Farmacêuticos:
Francisco Lima Fiúza,
João Batista de Oliveira . Comunicação: Uma agência dos Correios e Telégrafo da Rede Mineira de Viação (Estrada de Ferro) Telefone
da Cia Força e Luz
Abadiense , para Abaeté e
diversas fazendas . Instrução:
Existiam apenas o Grupo Escolar Dr. José
Gonçalves, 11 escolas
rurais mantidas pela
prefeitura; e 3 cursos
noturnos de alfabetização .
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Dados Históricos
Nesta casa pernoitou o presidente Juscelino Kubistcheck
As fotos seguintes foram cedidas pelo ex-prefeito Paulino Luiz de Freitas
Velha Matriz no início da demolição para a construção do Santuário de Nossa Senhora da abadia - 1937 - O vigário era o Padre Marciano Gonçalves Siqueira
Missa na Matriz, na década de 30
Estação Ferroviária
14 de julho de 1964 - Partida do último trem - Estadas de Ferro Oeste de Minas. Maquinista José Clara. Um dos garotos identificado é, hoje o Dr.Wagner Ramos (veja detalhes na seção "Correio") com, então nove anos de idade.
Construção do Santuário de Nossa Senhora da Abadia em 5-5-54
Posse do Primeiro Prefeito, Dr. Olavo Alves Pinto (o sexto da direita para a esquerda) - Em 1 de janeiro de 1939
Foto da Praça da Matriz em 1935
Festa do Divino - Maio de 1955
Inauguração da rodovia pavimentada entre Martinho Campos / Pompéu (5/8/84). O então prefeito Paulino Luiz de Freitas discursa ao lado do Presidente Tancredo Neves (então governador de Minas) tendo ao fundo o prefeito de Pompéu,Paulo Soares Maciel.
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